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Bombas perdidas no solo do Laos

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Na capital do Laos, foi-nos recomendado visitar o COPE… curiosos, não fazíamos ideia do que seria até lá chegarmos. Além de uma organização cuja missão é facilitar o acesso das pessoas com mobilidade reduzida a serviços de reabilitação física, tem também um centro informativo sobre a Guerra Secreta e sobre as bombas perdidas no solo do Laos.

A Guerra Secreta: aquela conhecida como Guerra do Vietname que secreta e silenciosamente também afetou os países vizinhos. Tal como o Camboja, o Laos foi assolado pelas mãos americanas tendo-se assim tornado o país mais bombardeado do mundo, per capita. Os números falam por si e são inegavelmente assustadores!

Durante a Guerra do Vietname entre 1964 e 1973, mais de 580 000 missões bombistas foram levadas a cabo pelos Estados Unidos sobre o Laos, o que significa uma missão bombista a cada 8 minutos, 24 horas por dia, durante 9 anos!

Os mais utilizados, os clusters, eram invólucros com centenas de explosivos no seu interior, conhecidos como bombies. Depois de largados, os clusters abriam-se espalhando, cada um, até 680 destes bombies por uma área equivalente a três campos de futebol.

Mais de 2 milhões de toneladas de munições foram assim lançadas sobre um país cuja população era maioritariamente agrícola e que praticamente não tinha exército para se defender… Em suma, o seu único problema era estar ali, ser vizinho do Vietname e ser à data um país comunista.

270 milhões de bombies! Entre 10 e 30% dos quais acabaram por não explodir com o impacto da queda e permaneceram no solo laosiano depois da guerra. Mais de 20 000 pessoas morreram ou ficaram com ferimentos graves em resultado destes explosivos entre o pós-guerra em 1974 e o ano 2011. 40% eram crianças.

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Assim, ainda hoje, aproximadamente 25% das aldeias do Laos estão contaminadas por estes explosivos e cerca de 100 novos incidentes acontecem ainda todos os anos.

Estas bombas perdidas no solo do Laos explodem devido à procura de ferro velho, à atividade agrícola, à recolha de produtos florestais, aos fogos caseiros e outras atividades domésticas, ou às brincadeiras inconscientes e inocentes das crianças que as encontram nos campos.

Hoje existem campanhas de limpeza de áreas onde ainda se encontram estes explosivos. Explosivos de uma guerra que não acabou com o último ataque… até porque elas nunca acabam com o último ataque.

A questão que fica é porque é que elas chegam a começar.

 

Durante a nossa passagem por Phnom Penh, aprendemos acerca da Guerra Secreta no Camboja ao visitarmos uma prisão e um campo de concentração dessa altura. Espreita também o artigo que escrevemos sobre isso.

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