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Reflexos para 2018

Uma visita às vilas flutuantes de Siem Reap

1 de Janeiro de 2018: Um calor abrasador, duas bicicletas e o almoço já na mochila. Seguimos cedo no novo ano 2018 (desta vez 7 horas ainda mais cedo do que o habitual, pela diferença horária) para ver as chamadas vilas flutuantes perto de Siem Reap, no Camboja. 15km de paisagens que se foram mudando da azáfama da cidade ao rural cambojano, até à vida sobre a água.
Chegados a Chong Khneas, pediam-nos eles 25 dólares para ir de barco ver as tais vilas flutuantes. Murmurámos: “Nem pensar, se podemos fazer mais 3km por terra e ver o mesmo cenário.”

De volta às bicicletas, conseguimos apenas andar mais cerca de 300 metros. 300 metros que foram suficientes para percebermos o que são as tão famosas floating villages… Um carreiro de terra, lixo e lama, rio de um lado, rio do outro. Casas de facto flutuantes, com condições de vida que nos dão um nó na barriga, crianças e crianças a brincar naquela terra, lixo e lama, a tomar banho naquele rio em que nenhum dos turistas de barco poria um pé. Crianças que sabem falar inglês: “hello, hello” e “one dollar“.

Um dólar é o que eles querem, ali a 300 metros das excursões de autocarros de onde se multiplicam os 25 dólares para ver aquele cenário… mas lá de longe, de um barco cheio de ocidentais. Serão assim tão reais os tais passeios às vilas flutuantes para onde se dirigiam os barcos?!

É um meio mais fácil, de facto. Eles andam uma hora e meia de barco. A nós bastou-nos 300 metros de bicicleta.

Pela dificuldade do caminho ou pela dor no coração, sentimos que tínhamos visto o suficiente. Pedalámos de volta pensativos, mas com a sensação de que realmente valeu irmos ver, de perto, aquela realidade. Mesmo que gere revolta dentro de nós, preferimos um 2018 que nos mostre as coisas tal como elas são. Muitas vezes, o desconforto faz-nos refletir e escolher que caminhos seguir.

Não podemos também ser hipócritas e dizer que esse é desejo suficiente para este ano, não.

Há coisas boas na vida que não queremos deixar de aproveitar e, por isso, na primeira tarde do ano, deixamo-nos relaxar na piscina do hostel. E não, não é um grande resort nem nada que se pareça. Um hostel simples, dos mais baratos na cidade mas bem gerido por locais. Momentos de paz destes, esperamos que se multipliquem neste nosso e vosso novo ano.

E por fim, aquele jantar modesto mas delicioso, acompanhado de um verdadeiro sumo de fruta.

Enfim, o nosso primeiro dia do ano acabou por ser o reflexo do que desejamos para os próximos 365 dias. Ir à descoberta, explorar, aprender, ver e viver a diferença, deixar-nos tocar por ela, partilhar, parar, serenar, relaxar, comer bem e beber fruta. O que podemos querer mais para o nosso 2018?

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